O Cavalo-Marinho
Uma vez que agora em todo o lugar público
Espreitam fantasmas que assumem o teu andar e rosto,
Ainda não me podes ter repudiado completamente
Nem silenciado o rugido insistente do mar
Faz como eu confia o teu amor inquieto
(Por alguém que nunca lhe deveu menos que amor)
A este hipocampo indomável,
Filho do seu elemento, enroscado numa rampa,
Tendo enfrentado tempestades piores do que imagina,
Sob as suas costelas córneas, uma mancha vermelho-sangue
Pressagia a renovação da nossa dor
Querida, faz dele um grande amor e derrama
Lágrimas sobre a sua cabeça taciturna e seca
Robert Graves in Collected Poems 1959, Cassel & Company Ltd, 1959.
Versão Portuguesa de © Luísa Vinuesa